Segundo a lenda da Nazaré, o cavaleiro D. Fuas Roupinho, miraculado por Nossa Senhora da Nazaré, em 1182, foi alcaide
de Porto de Mós. Segundo outras fontes, venceu um grande exército
muçulmano que cercava o castelo, recorrendo ao estratagema de se
esconder previamente na serra com parte dos seus homens. Derrotou o
inimigo com um ataque surpresa ao seu acampamento, durante a noite. O Concelho de Porto de Mós foi pertença dos Coutos de Alcobaça em
1230, doado por D. Sancho II influenciando por muitos séculos a vida e
os hábitos desta região que mais tarde foi entregue, por D. João I, a D.
Nuno Álvares Pereira e à Casa de Bragança, após a decisiva Batalha de
Aljubarrota, a 14 de Agosto de 1385.
Em 1895 O concelho de Porto de Mós foi extinto e passou a pertencer
ao concelho de Alcobaça, no entanto este período foi de curta duração,
já que em 1898 voltou a ter o estatuto de concelho, mas sem a freguesia
de Minde que juntou ao concelho de Torres Novas.
A vila recebeu foral de Dom Dinis em 1305 e mais tarde recebeu o foral Manuelino de Dom Manuel em 1515. Fonte: wikipedia
Castelo de Leiria, Portugal: Vista da cidadela de D. Dinis (sécs. XIII-XIV).
Ao consolidar o seu governo a partir de 1128, o jovem D. Afonso Henriques (1112-1185), planeou alargar os seus domínios, então limitados a norte pelo rio Minho a sudoeste pela serra da Estrela e a sul pelo rio Mondego. Para esse fim, a partir de 1130, invadiu por diversas vezes o território vizinho da Galiza a norte, ao mesmo tempo em que se mantinha atento à fronteira sul, constantemente atacada pelos muçulmanos.
Para defesa desta linde sul, estrategicamente fez erguer, de raiz, um novo castelo entre Coimbra e Santarém (1135), no alto de uma elevação rochosa, um pouco ao sul da confluência do rio Lis com o rio Lena, a cuja guarnição, sob o comando de D. Paio Guterres, foi confiada a defesa da nova fronteira que ali tentava firmar (cf. Brevis historia Gothorum).
À povoação que também iniciava, e que passaria a designar o respectivo
castelo, chamou de Leiria. Dois anos mais tarde, a povoação e o seu
castelo foram assaltados pelo Califado Almóada, que se aproveitaram de uma investida das forças de D. Afonso Henriques à Galiza (1137). Após uma encarniçada resistência, Paio Guterres e seus homens foram forçados a abandonar as suas posições.
De volta ao reino, o monarca organizou uma contra-ofensiva para
conter o avanço dos mouros, cujas forças combinadas derrotou na épica Batalha de Ourique (25 de Julho de 1139). Ao final desse mesmo ano, os muçulmanos, cientes de que o monarca Português havia encetado nova campanha contra o rei de Leão,
na Galiza, atacaram e novamente conquistaram Leiria e seu castelo,
cujos defensores, na ocasião, sofreram pesadas baixas, vindo seu
alcaide, D. Paio Guterres a cair prisioneiro. De volta às mãos de D.
Afonso Henriques (1142), o monarca outorgou Carta de Foral à povoação, determinando a reconstrução e reforço da estrutura do castelo, no qual fez erguer uma Capela sob invocação de Nossa Senhora da Pena (entre 1144 e 1147).
Depois de 2 vezes perdido e 2 vezes reconquistado, o castelo de
Leiria pertenceria de forma permanente ao Condado Portucalense, ajudando
na conquista de Santarém e Lisboa e, logo, na construção do país.
O seu sucessor, D. Sancho I (1185-1211), concedeu novo foral à vila (1195), determinando erguer-lhe uma cerca amuralhada[1]. O desenvolvimento da vila era tão expressivo à época, que a fez sede das Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III (1248-1279).
Castelo de Leiria: Portugal: ábside da Igreja de Santa Maria (esquerda) e Torre dos Sinos.
Outros monarcas dedicaram atenção a Leiria, destacando-se D. Dinis (1279-1325), que ali residiu por diversas ocasiões, vindo a doar, em Julho de 1300, à rainha Santa Isabel, a vila e o seu castelo, escolhidos para a criação de seu herdeiro, o príncipe D. Afonso
(nesta altura os Paços localizavam-se no antigo seminário). É a D.
Dinis que se atribui a adaptação do castelo à função de palácio, a
reconstrução da capela de Nossa Senhora da Pena e o início da construção
da poderosa Torre de Menagem (8 de Maio de 1324),
poucos meses antes do seu falecimento. Esta torre foi concluída no
reinado de seu sucessor, conforme inscrição epigráfica no seu exterior.
A vila desenvolveu-se de tal forma que foi lá que se deu as Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III, as primeiras cortes[1]
onde foram chamados representantes da nobreza, clero e povo. Desde
então o local foi muita vez escolhido para a realização de Cortes, a
base sobre a qual se construiria o que hoje é o Parlamento.
Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), quando aqui se reuniram as Cortes de 1372, a vila encontrava-se em expansão até às margens do rio Lis.
Sob D. João I (1385-1433), que aqui celebrou, em 1401, o casamento de seu filho D. Afonso (futuro conde de Barcelos e duque de Bragança), iniciaram-se os trabalhos de edificação dos chamados Paços da Rainha ou Paços Novos, nos quais se destacam os vãos góticos e o espaço de suas salas e câmaras.D. Manuel I (1495-1521) concedeu Foral Novo a Leiria (1510), alçada, em 1545, à condição de cidade por D. João III (1521-1557).
Castelo de Leiria, Portugal: Vista da cidadela de D. Dinis (sécs. XIII-XIV).
Ao consolidar o seu governo a partir de 1128, o jovem D. Afonso Henriques (1112-1185), planeou alargar os seus domínios, então limitados a norte pelo rio Minho a sudoeste pela serra da Estrela e a sul pelo rio Mondego. Para esse fim, a partir de 1130, invadiu por diversas vezes o território vizinho da Galiza a norte, ao mesmo tempo em que se mantinha atento à fronteira sul, constantemente atacada pelos muçulmanos.
Para defesa desta linde sul, estrategicamente fez erguer, de raiz, um novo castelo entre Coimbra e Santarém (1135), no alto de uma elevação rochosa, um pouco ao sul da confluência do rio Lis com o rio Lena, a cuja guarnição, sob o comando de D. Paio Guterres, foi confiada a defesa da nova fronteira que ali tentava firmar (cf. Brevis historia Gothorum).
À povoação que também iniciava, e que passaria a designar o respectivo
castelo, chamou de Leiria. Dois anos mais tarde, a povoação e o seu
castelo foram assaltados pelo Califado Almóada, que se aproveitaram de uma investida das forças de D. Afonso Henriques à Galiza (1137). Após uma encarniçada resistência, Paio Guterres e seus homens foram forçados a abandonar as suas posições.
De volta ao reino, o monarca organizou uma contra-ofensiva para
conter o avanço dos mouros, cujas forças combinadas derrotou na épica Batalha de Ourique (25 de Julho de 1139). Ao final desse mesmo ano, os muçulmanos, cientes de que o monarca Português havia encetado nova campanha contra o rei de Leão,
na Galiza, atacaram e novamente conquistaram Leiria e seu castelo,
cujos defensores, na ocasião, sofreram pesadas baixas, vindo seu
alcaide, D. Paio Guterres a cair prisioneiro. De volta às mãos de D.
Afonso Henriques (1142), o monarca outorgou Carta de Foral à povoação, determinando a reconstrução e reforço da estrutura do castelo, no qual fez erguer uma Capela sob invocação de Nossa Senhora da Pena (entre 1144 e 1147).
Depois de 2 vezes perdido e 2 vezes reconquistado, o castelo de
Leiria pertenceria de forma permanente ao Condado Portucalense, ajudando
na conquista de Santarém e Lisboa e, logo, na construção do país.
O seu sucessor, D. Sancho I (1185-1211), concedeu novo foral à vila (1195), determinando erguer-lhe uma cerca amuralhada[1]. O desenvolvimento da vila era tão expressivo à época, que a fez sede das Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III (1248-1279).
Castelo de Leiria: Portugal: ábside da Igreja de Santa Maria (esquerda) e Torre dos Sinos.
Outros monarcas dedicaram atenção a Leiria, destacando-se D. Dinis (1279-1325), que ali residiu por diversas ocasiões, vindo a doar, em Julho de 1300, à rainha Santa Isabel, a vila e o seu castelo, escolhidos para a criação de seu herdeiro, o príncipe D. Afonso
(nesta altura os Paços localizavam-se no antigo seminário). É a D.
Dinis que se atribui a adaptação do castelo à função de palácio, a
reconstrução da capela de Nossa Senhora da Pena e o início da construção
da poderosa Torre de Menagem (8 de Maio de 1324),
poucos meses antes do seu falecimento. Esta torre foi concluída no
reinado de seu sucessor, conforme inscrição epigráfica no seu exterior.
A vila desenvolveu-se de tal forma que foi lá que se deu as Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III, as primeiras cortes[1]
onde foram chamados representantes da nobreza, clero e povo. Desde
então o local foi muita vez escolhido para a realização de Cortes, a
base sobre a qual se construiria o que hoje é o Parlamento.
Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), quando aqui se reuniram as Cortes de 1372, a vila encontrava-se em expansão até às margens do rio Lis.
Sob D. João I (1385-1433), que aqui celebrou, em 1401, o casamento de seu filho D. Afonso (futuro conde de Barcelos e duque de Bragança), iniciaram-se os trabalhos de edificação dos chamados Paços da Rainha ou Paços Novos, nos quais se destacam os vãos góticos e o espaço de suas salas e câmaras.D. Manuel I (1495-1521) concedeu Foral Novo a Leiria (1510), alçada, em 1545, à condição de cidade por D. João III (1521-1557).
Praia do Pedrógão é um lugar pertencente à freguesia de Coimbrão, concelho de Leiria. É a única praia e estância balnear do concelho de Leiria. Fica a norte da Praia da Vieira (concelho da Marinha Grande), e consequentemente a norte do Pinhal de Leiria.
Dá nome à Mata Nacional do Pedrógão, dentro da qual está inserida.
Pedrogão é uma aldeia na freguesia de Coimbrão uma vila
portuguesa no
concelho de Leiria.
História
No mesmo local existiu uma vila chamada Parades, destruída aquando do terramoto de Lisboa de 1755.
Em tempos existiu um bastião que servia para defender a costa
portuguesa dos ataques de piratas que rondavam o local. Existiu também
uma exsurgência de água doce, facto que deve ter promovido a visita e
mesmo a fixação de marinheiros e pescadores que aportavam e descansavam
no local para se abastecerem de água.
A praia do Pedrógão já foi foz do rio Lis,
tendo este se deslocado ao longo do tempo para sul, por deposição de
areias na margem direita, acabando por ver a sua foz ser fixada a norte
da Praia da Vieira.
O povo deste lugar sempre se dedicou à agricultura e à pesca, pelo
que hoje ainda persiste a prática da Arte Xávega, imagem de marca. Ao
longo do tempo têm-se encontrado outros modos de subsistência, como a agricultura e o operariado industrial da Vieira de Leiria. Hoje vive sobretudo do turismo.
Pescadores na Praia de Pedrógão exercendo a "Arte xávega".
Ao longo da arriba da Praia do Pedrógão encontra-se uma sucessão de margas-calcárias do Jurássico, que possuem alguns fósseis. Recentemente foram descobertos vários achados paleontológicos,
nomeadamente fósseis marinhos nas rochas do substrato da praia. Também
foram realizados vários achados arqueológicos, destacando-se uma pintura
rupestre sobre uma rocha calcária de 54 por 37 por 19 cm, e que é o
achado encontrado mais a litoral da península do género. Pelo desenho
especula-se que seja uma forma antropomórfica simples. A rocha
encontra-se ligeiramente meteorizada e estava escondida no afloramento
rochoso do lado do Pedrógão Sul, estando agora em local reservado.
Pescaria obtida através da "Arte Xávega e colocada na Praia de Pedrógão.
Além dapintura rupestre , em 2003 foram descobertos por acaso na
praia do Pedrógão Norte uma jazida paleolítica de artefactos líticos, de
há 90 000 a 30 000 anos, quando a maré baixa expôs o substrato rochoso
que se encontra abaixo do areal.
O Rio Lis é um rio português que nasce junto da povoação das Fontes, dois quilómetros e meio a Sul da freguesia de Cortes, a que pertence, ao distrito e concelho da cidade de Leiria. Esta cidade é banhada pelas suas águas, onde se juntam também às do Rio Lena. A parte inicial do seu percurso é feita no sentido Sul-Norte, acabando, nos seus quilómetros finais, por ter o sentido Este-Oeste.
fonte: wikipedia
Mosteiro da Batalha
Mosteiro
de Santa Maria da Vitória (mais conhecido como Mosteiro da Batalha)
situa-se na Batalha, Portugal, e foi mandado edificar por D. João I como
agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota.
Este mosteiro dominicano foi construido ao longo de dois séculos, desde o
início em 1386 até cerca de 1517, ao longo do reinado de sete reis de
Portugal, embora desde 1388 já ali vivessem os primeiros dominicanos.
Exemplo da arquitectura gótica tardia portuguesa, ou estilo manuelino, é
considerado património mundial pela UNESCO, e em 7 de Julho de 2007 foi
eleito como uma das sete maravilhas de Portugal
Visite a Lagoa da Ervedeira : Leiria-Portugal
Aproveite para
conhecer um dos seus notáveis segredos paisagísticos e ambientais há que
cruzar o pinhal de Leiria até às proximidades da Mata Nacional do Urso e
ir até às margens da Lagoa da Ervedeira – uma admirável toalha de água
com cerca de 2 kms de extensão, rodeada por altivos pinheiros e um
espaçoso areal, lugar ímpar para os seus filhos conhecerem com segurança
as virtudes da água e as emoções das primeiras aventuras de wind-surf,
as deliciosas , camarinhas os medronhos enquanto você pode fazer uma
caminhada ou se refresca e descansa , sem prejudicar a mata claro smile
emoticon.
Nos dias de hoje esta, está equipada com parque de
merendas , wc , um bar de apoio (a funcionar apenas diariamente em Julho
, Agosto e Setembro ) uma passadeira de madeira que percorre toda a
margem ocidental (local ideal para a observação de aves) e é utilizada
como estância balnear e local de aprazível lazer.
Localidades vizinhas: Coimbrão , Praia Do Pedrógão , Praia do osso da Baleia , Praia da Vieira , Vieira De Leiria
Cidade : Leiria
Coordenadas: 39°55’46″N 8°53’45″W
Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa
Esse estádio foi palco de dois jogos da Eurocopa 2004.
Atualmente, os 23.164 lugares quase nunca são ocupados pela torcida do
time local, o União Desportiva de Leiria. Mesmo assim a equipe joga
quase sempre o Campeonato Nacional Seniores, uma espécie de terceira
divisão do campeonato português, nesse lindo estádio.
As cores vivas e a estrutura que mistura
ferro, cimento e azulejo chamam muito a atenção. A vista que se tem
dele a partir do castelo é muito bonita e mostra o contraste que se tem
do novo e do velho na cidade.
Leiria tem tantos lugares turísticos para visitar!
LAGOA DE ERVEDEIRA :
Tem uma extensão de 230 a 700 metros, com 2 km de margem, pelo que se
situa na fronteira entre a mata do Urso e do Pedrógão, a norte do Pinhal de Leiria. Situa-se a 6 km da praia do Pedrógão,
sendo uma lagoa de água doce rodeada de pinheiros bravos e mansos,
eucaliptos, rosmaninho, alecrim, samouco… Podemos ainda observar caniços
na lagoa, bem como uma grande diversidade de peixes, anfíbios, répteis,
mamíferos, aves… Antigamente podiamos encontrar na lagoa ruivacos,
carpas, salmões e sabogas, no entanto estes peixes foram desaparecendo.
Segundo se consta, em meados do século passado, algum produto químico
teria matado quase a totalidade dos peixes, que foram apodrecendo nas
margens. No seu lugar foram então colocados achigãs, peixe carnívoro e
carpas, que ainda hoje abundam na lagoa.
Os habitantes da Ervedeira, a 2 km da lagoa, utilizavam cestos,
narsas e enchalavadas (utensílios feitos pelos homens do Pedrógão que
serviam para a pesca) para pescar na Lagoa e iam vender, pelas portas, o
peixe à xícara. Actualmente pratica-se pesca desportiva, e desportos
náuticos como a canoagem.
É também utilizada como estância balnear, e está equipado com parque de merendas.
Hoje na lagoa podemos observar vários problemas, como a eutrofização
da água e uma diminuição do nível da lagoa por acumulação de
sedimentos, diminuição dos níveis de pluviosidade e a realização de
vários furos para captar água ao seu redor.
MAIS INORMAÇOÕES: www.ervedeira.blogspot.pt
Coimbrão;
Coimbrão é uma freguesiaportuguesa do concelho de Leiria[4],
com 52,19 km² de área e 1 735 habitantes (2011). A sua densidade
populacional é de 33,2 hab/km². As principais localidades desta
freguesia são Coimbrão, Ervedeira e Pedrógão.
Origem do Nome
O historiador Luciano Justo Ramos, relativamente à origem do topónimo afirmou que "O Coimbrão tirou o seu nome de um antigo casal, cuja jurisdição, pertenceu, no passado remoto, à Sé de Coimbra e também ao Mosteiro de Santa Cruz,
daquela cidade. É mesmo de concluir que, da dependência para com tal Sé
ou Mosteiro, provenha o topónimo Coimbrão. Recorde-se, por exemplo, que
o caminho para Coimbra tem, no foral de Leiria, de 1510, o nome de caminho Coimbrão".
História
É
desconhecida a data em que as actuais terras desta freguesia começaram a
ser habitadas, mas não será um erro supor que a ocupação humana tenha
surgido com ligação ao campo do vale do Lis, outrora propriedade real até D. Afonso V e, depois pertença dos fidalgos até à criação da Casa do Infantado em 11 de agosto de 1654, pelo rei D. João IV, a favor do seu filho o infante D. Pedro, mais tarde D. Pedro II.
O vale do Lis fazia parte da Casa do Infantado, cujos rendimentos se
destinavam aos filhos reais não príncipes. Ao fundo da povoação, à
entrada do campo, encontra-se, ainda hoje, o Marco do Infantado,
escurecido pelos séculos e algumas vezes banhado pelas cheias, continua a
manter a sua serenidade. Este pequeno marco quase esquecido, terá
assinalado os limites de tal senhorio, contando mais de trezentos anos.
Desfeita a Casa do Infantado, no século XIX, este conservou-se até aos nossos dias.
O povoamento do território que hoje pertence a esta freguesia, estava integrado no Souto da Carpalhosa. Para lá iam os mortos do Coimbrão e lá se faziam os casamentos e baptizados. Em 1589, Monte Redondo tornou-se independente do Souto pela mão do BispoD. Pedro de Castilho,
ficando os habitantes do Coimbrão sujeitos a essa freguesia vizinha,
mas não tardou que o bairrismo do povo ocidental começasse a trabalhar
para obter também a sua independência, que o bispo de Leiria D. Dinis de Mello lhe concedeu em 1636.
Nesse ano foi desanexada da freguesia de Monte Redondo, com São Miguel como padroeiro,[1]
uma vez que havia nos "Coimbrões" um ermida erigida a este Santo. Cada
freguês ficou de pagar, um alqueire de trigo, 25 reis e um quartão de
vinho ao cura. As viúvas e solteiros que tinham a administração da sua
fazenda, ficaram com o encargo de meio alqueire de trigo cada e 12 reis.
Registos paroquiais indicam que antes das invasões francesas, em
Outubro de 1810, a população desta freguesia era de 1 593, sendo 543
depois da retirada das tropas francesas, em Junho de 1811.
Os primeiros habitantes deste território viviam sobretudo da agricultura,
era o seu principal meio de subsistência nessa recuada época. Através
dessa actividade económica obtinham as plantas e os animais que, muitas
vezes, transaccionavam com povos de outras localidades. A terra era
muito arenosa, pobre em húmus, mas muito rica em água, nos poços, nas fontes e no campo do Lis, devido à proximidade do rio. O ReiD. Dinis, mandou abrir valas e rios para que o enxugo dos terrenos pudesse tornar cultivável o solo. Sabemos que, o trigo era a cultura que mais abundava, assim como as hortaliças. Já em 1758, as produções agrícolas de São Miguel do Coimbrão eram principalmente milho e feijão.
Ter-se-ia, desta forma, reduzido a cultura do trigo, dando mais
importância ao cultivo do milho que veio da Europa na altura dos
descobrimentos. Ainda hoje se podem ver enormes e verdejantes milheirais
nos campos do Vale do Lis.
Todavia, durante alguns anos o milho foi suplantado por uma cultura nova: o arroz, devido à abundância de água. Introduzida pelos mouros,
esta planta só em meados do século XIX, se desenvolveu no Concelho de
Leiria e foi produção importante na freguesia do Coimbrão.
Muitas das alfaias agrícolas, como, o cabaço, a enxada ou sacho, a charrua, o arado, a grade foice, o forcado, o ancinho, a forquilha, a gadanha, o rodo e a tarara,
utilizadas na produção destas culturas foram suplantadas por modernas
técnicas agrícolas, embora algumas delas ainda continuem a ser
utilizadas pelas famílias mais tradicionais nas pequenas propriedades.
No último quartel do século XX, foi introduzida pela primeira vez na freguesia a cultura do tabaco.
Quanto à industria, apenas há cerca de cem anos principiou com uma fábrica de curtumes. Por volta de 1904 surge uma rudimentar indústria de telha e tijolo. Durante alguns anos laborou uma fábrica de limas, cujo fabrico era praticamente todo manual, no entanto viria a sucumbir em 1929.
Também a indústria dos transportes foi explorada no Coimbrão, no início
do século XX, essa indústria resumia-se a uma camioneta que fazia
ligação com Leiria, pela estrada de Monte Redondo ao Coimbrão,
construída em 1831, transportava passageiros, e/ou fazia serviços de carga e fretes.
Mas, numa terra onde abundavam os pinheiros, e devido à experiência
adquirida por trabalhadores, que previamente emigraram para a Galiza,
era de prever a instalação de serrações de madeira na zona. Actualmente
são três as indústrias desta matéria prima no Coimbrão.
Segundo alguns testemunhos, as casa de habitação eram construídas com massa de cal e barro (embora já existisse o cimento este só era utilizado pelas famílias mais ricas) com o qual se fabricavam os adobes (feitos de barro que vinha dos barreiros da Salgueira e do Barreiro, moldados em formas de madeira), e madeira de pinho,
muito abundante na zona. Devido à sua frágil construção muitas casas
acabavam por desabar com facilidade. Mais tarde os adobos foram
substituídos por tijolo. Sabemos que a primeira telefonia existente no
Coimbrão, foi trazida pelo engenheiro Mário Leal, funcionava a bateria e ouvia-se com auscultadores, isto em 1922. Já em 1931 viria a ser instalada a luz eléctrica, que funcionava através de um motor gerador e acumuladores.
Com o passar dos anos as barraquinhas de madeira e as pequenas casas de alvenaria (construídas com tijolos de areão
e cimento secos ao sol) deram lugar a prédios imensos que, segundo a
população, descaracterizavam completamente uma das praias mais bonitas
da região. No entanto estão a ser feitos esforços para que aquela praia
continue a ser procurada pelas suas características terapêuticas e a ser
um paraíso azul e ao mesmo tempo dourado.
Em 1866 a Junta da Paróquia solicitou ao Rei D. Luís
a criação de uma escola para rapazes, embora anteriormente já houvesse
na freguesia quem ensinasse a ler e a escrever, visto existirem
documentos mais antigos escritos por pessoas daqui. Quanto ao ensino das
raparigas, foi elaborada uma petição, dirigida ao Rei solicitando o
dito ensino, alegando a ausência de outra escola até Leiria.
Rancho Folclórico
Fundado em 3 de Abril de 1960, o Rancho "Flores de Verde Pinho" do Coimbrão representa o folclore do norte do Concelho de Leiria (Alta Estremadura). É membro da Federação do Folclore Português, está inscrito no INATEL e é apoiado pela Junta de Freguesia do Coimbrão e Câmara Municipal de Leiria.
Sendo o rancho mais antigo do Concelho, obteve o 1.º Prémio de Traje
no Festival da Feira Anual de Leiria e foi galardoado com a Medalha de
Prata da Cidade pela sua dedicação ao serviço da cultura.
Tem participado em vários Festivais Nacionais e Internacionais por
todo o pais e algumas vezes no estrangeiro, sendo o organizador do
Festival Anual de Folclore do Oeste e de várias recolhas e exposições da
cultura da Região.
Possui gravações em CD e cassete das suas músicas e cantares.
O seu logotipo simboliza as 3 principais actividades da época. A
pesca representada pelo barco típico da Praia do Pedrógão, a agricultura
onde se pode ver um carro de bois puxado por uma junta de vacas e a
serragem de madeira com uma Serra Braçal puxada por dois homens um em
cima do toro e outro por baixo
Gastronomia
São iguarias da região, as Morcelas
do Coimbrão (de sangue e arroz). São confeccionadas sobretudo na altura
da matança do porco, uma tradição que só algumas famílias mantêm.
Muitos dos utensílios utilizados pelos nossos avós, ou nossos pais foram
caindo em desuso, sendo substituídos por outros com efeito mais rápido e
eficaz, o cebolão é exemplo disso, era uma arma esguia e aguçada para matar o porco, o chambaril
ou o tabuleiro das tripas são outros utensílios que permanecem apenas
na memória dos mais velhos. As morcelas têm como ingredientes o sangue e
a gordura do porco, arroz e especiarias (cravo, cominhos e sal). Depois
de preparada uma massa com estes ingredientes, enchem-se as tripas e
vão a ferver num panelão com água. Depois de cozidas podem servir-se
quentes, ou ser colocadas no fumeiro e mais tarde podem acompanhar um
cozido à portuguesa. São igualmente deliciosas fritas às rodelas na
famosa fritada, que é uma outra iguaria da região. Ainda na
altura da matança, e aproveitando o resto do preparado das morcelas,
eram feitos os Bolos de Morcela, juntado um pouco de canela,
farinha e água a ferver, formando uma pasta para moldar e fazer pequenas
bolas que iam a cozer na água das morcelas, havia quem pusesse açúcar
nestes bolos. Mais tarde faziam-se os famosos torresmos, tão apreciados por todos.
A Broa de Milho
é uma outra tradição que só os mais antigos mantêm viva. Para a sua
confecção é necessário farinha de milho, água tépida e fermento e os
utensílios: peneira, masseira, tendeira, pá de forno, um rodo
para limpar e retirar a cinza do forno, o vasculho, era um pau com
louros que servia também para limpar o forno e claro o forno, onde é
cozida a broa.
As Migas e o Bacalhau com Molho de Toucinho são outras iguarias características desta freguesia, que ainda hoje podem ser apreciadas nos restaurantes da região.
Fazem parte da confeitaria da região, Arroz Doce, Broa Doce e Filhós, confeccionadas com abóbora menina.
Artesanato
Para não esquecer a manufactura do passado, permanece viva a arte de artesão, através de cestos de verga em vime,
canos de lã, tecidos com quatro ou seis agulhas, que faziam parte do
traje da mulher, e os abanadores de penas de gaivota, encontradas na
praia. À excepção destes últimos que se confeccionam por encomenda,
estes artefactos podem ser adquiridos nas festas, feiras e em casas da
especialidade.
Por volta de 1930,
estabeleceu-se na Ervedeira uma pequena oficina onde eram
manufacturadas passadeiras para o chão, mantas e colchas, utilizando
como matéria prima, fio de algodão e retalhos de diversos tecidos.
Actualmente este tipo de artesanato não se faz, mas o tear ainda existe, e os trabalhos efectuados pelo artesão encontram-se espalhados por todo o país.
Desporto, Cultura e Lazer
Preocupada
com o desenvolvimento integral do local, esta freguesia dota-se de
alguns meios de diversão nocturna, sobretudo na Praia de Pedrogão, bares
e discotecas e diurna, durante a época balnear podemos assistir aos
desportos de praia, como o torneio de Andebol e o Voleibol de Praia,
entre outros, nos recintos desportivos da Praia de Pedrogão.
Ao longo do tempo, as populações foram-se organizando em associações
ou colectividades, perseguindo finalidades e objectivos bastante
diversificados, sempre visando elevar a sua cultura e o seu bem-estar
social. É exemplo disso, o Rancho Folclórico Flores do Verde Pinho que, desde 1960,
ano da sua fundação, abraçou a importante missão de recuperar,
preservar e divulgar a tradição etnográfica ancestral da região.
Lagoa da Ervedeira, em pleno Pinhal do Rei, onde a pesca foi explorada. Podiam encontrar-se ruivacos, carpas e sabogas,
no entanto estes peixes foram desaparecendo. Segundo se consta, em
meados do século passado, algum produto químico teria morto quase a
totalidade dos peixes, que foram apodrecendo nas margens, no seu lugar
foram colocados achigans, peixe carnívoro e carpas, que ainda hoje
abundam na Lagoa. Os habitantes da Ervedeira utilizando cestos, narsas e enchalavadas (utensílios feitos pelos homens do Pedrogão que serviam para a pesca) pescavam na Lagoa e iam vender, pelas portas, o peixe à xícara. Actualmente, lá pratica-se pesca desportiva e desporto à vela.
Praia de Pedrógão, a única do concelho. Em 1835,
dois lavradores abastados do Coimbrão, decidiram montar uma campanha
(grupo de pescadores) num extenso areal, iniciando a exploração
industrial da sardinha.
Não havia casas, nem ruas. Só pedras e dunas. Para movimentar o barco,
procuraram 40 homens nas praias mais a Norte. Esses pescadores
fixaram-se e fizeram as suas barracas de madeira muito rudimentares.
Foram estes os primeiros habitantes do Pedrogão. Era uma gente pobre, um
estatuto que poucas alterações sofreu ao longo de muitos anos. Os
pescadores utilizavam uma das artes mais antigas de que se tem
conhecimento, a xávega,
com esbeltos barcos em forma de meia lua, estas embarcações eram a
remos. Com o passar do tempo as campanhas sucediam-se, e no início do
século, aquela praia passou a ser uma das maiores abastecedoras de peixe
da região.
Eventos Culturais (Festas populares e religiosas)
Festa de S. António (Fevereiro) - Coimbrão
Festival Gastronómico do Coimbrão (Junho)
Festa de S. Tiago (Junho) – Ervedeira
Festival de Folclore “Flores de Verde Pinho” (Julho) – Coimbrão
Festa de Nossa Senhora dos Aflitos (Agosto) – Pedrógão
Festa de S. Miguel (Setembro) – Coimbrão
Festa de Nossa Senhora da Nazaré (Setembro) - Ervedeira
Turismo
Para
melhor receber os visitantes e curiosos turistas, esta freguesia dispõe
de várias casas particulares para arrendar, o Parque Municipal de
Campismo da Praia de Pedrogão e a Colónia Balnear da Caritas.
Leiria é uma cidadeportuguesa, capital do distrito de Leiria, situada na região Centro e sub-região do Pinhal Litoral, com cerca de 60 000 habitantes no seu perímetro urbano.[2] É sede de um município com 565,09 km² de área[3] e 126 897 habitantes (2011)[4][5] subdividido em 18 freguesias[6], o que faz dele o segundo concelho mais populoso das Beiras, só superado por Coimbra. É limitado a norte/nordeste pelo concelho de Pombal, a leste pelo de Ourém, a sul pelos municípios de Batalha e Porto de Mós, a sudoeste pelo de Alcobaça, a oeste pelo concelho da Marinha Grande e a noroeste pelo Oceano Atlântico.
Leiria é o principal centro urbano da unidade estatística Pinhal
Litoral e da comunidade urbana de Leiria, assim como um importante
centro de comércio, serviços e indústria.
O município tem uma faixa costeira a ocidente, que a liga ao Oceano Atlântico. O feriado municipal é a 22 de maio e celebra a criação da diocese de Leiria, em 1545.[7] A sua elevação a cidade ocorreu no dia 13 de Junho do mesmo ano.[8]
A cidade é banhada pelos rios Lis e o seu afluente, o Lena, sendo o castelo de Leiria o seu monumento mais notável.
O concelho recebeu o primeiro foral de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, em 1142[9], sob o nome de Leirena.