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domingo, 12 de março de 2017

Porto de Mós



                                   Porto de Mós      



Porto de Mós é uma vila portuguesa pertencente ao distrito de Leiria, região Centro e sub-região do Pinhal Litoral, com cerca de 4000 habitantes.[1]
É sede de um município com 261,83 km² de área[2] e 24 342 habitantes (2011),[3][4] subdividido em 10 freguesias.[5] O município é limitado a norte pelos municípios de Leiria e da Batalha, a leste por Alcanena, a sul por Santarém e Rio Maior e a oeste por Alcobaça.

   

História                                             

Segundo a lenda da Nazaré, o cavaleiro D. Fuas Roupinho, miraculado por Nossa Senhora da Nazaré, em 1182, foi alcaide de Porto de Mós. Segundo outras fontes, venceu um grande exército muçulmano que cercava o castelo, recorrendo ao estratagema de se esconder previamente na serra com parte dos seus homens. Derrotou o inimigo com um ataque surpresa ao seu acampamento, durante a noite.
Porto de Mós2.jpgO Concelho de Porto de Mós foi pertença dos Coutos de Alcobaça em 1230, doado por D. Sancho II influenciando por muitos séculos a vida e os hábitos desta região que mais tarde foi entregue, por D. João I, a D. Nuno Álvares Pereira e à Casa de Bragança, após a decisiva Batalha de Aljubarrota, a 14 de Agosto de 1385.
Em 1895 O concelho de Porto de Mós foi extinto e passou a pertencer ao concelho de Alcobaça, no entanto este período foi de curta duração, já que em 1898 voltou a ter o estatuto de concelho, mas sem a freguesia de Minde que juntou ao concelho de Torres Novas.
A vila recebeu foral de Dom Dinis em 1305 e mais tarde recebeu o foral Manuelino de Dom Manuel em 1515.
Fonte: wikipedia

sexta-feira, 3 de março de 2017

Castelo de Leiria

                                                              

                    Castelo de Leiria

 

História

Antecedentes

Não existem informações seguras acerca da primitiva ocupação humana do sítio do castelo, embora a região de Leiria seja rica em testemunhos arqueologicos pré-históricos e romanos. Apenas se sabe que antes da construção do mesmo poderá ter existido uma ermida e uma alcáçova no local. No entanto é do conhecimento que à época da Reconquista cristã da península Ibérica, a região constituía, no século XII, um ponto nevrálgico da defesa da fronteira sul do Condado Portucalense. Viria a tornar-se um próspero centro económico medieval, graças ao comércio de cereais e produtos alimentares (trigo, azeite, vinho, frutas), de madeiras (pinhal de Leiria), de minérios (ferro, carvão, sal-gema, calcário) e de produtos artesanais (lanifícios e tecelagens, couros, olarias, ferragens).

O castelo medieval


Castelo de Leiria, Portugal: Vista da cidadela de D. Dinis (sécs. XIII-XIV).
Ao consolidar o seu governo a partir de 1128, o jovem D. Afonso Henriques (1112-1185), planeou alargar os seus domínios, então limitados a norte pelo rio Minho a sudoeste pela serra da Estrela e a sul pelo rio Mondego. Para esse fim, a partir de 1130, invadiu por diversas vezes o território vizinho da Galiza a norte, ao mesmo tempo em que se mantinha atento à fronteira sul, constantemente atacada pelos muçulmanos.
Para defesa desta linde sul, estrategicamente fez erguer, de raiz, um novo castelo entre Coimbra e Santarém (1135), no alto de uma elevação rochosa, um pouco ao sul da confluência do rio Lis com o rio Lena, a cuja guarnição, sob o comando de D. Paio Guterres, foi confiada a defesa da nova fronteira que ali tentava firmar (cf. Brevis historia Gothorum). À povoação que também iniciava, e que passaria a designar o respectivo castelo, chamou de Leiria. Dois anos mais tarde, a povoação e o seu castelo foram assaltados pelo Califado Almóada, que se aproveitaram de uma investida das forças de D. Afonso Henriques à Galiza (1137). Após uma encarniçada resistência, Paio Guterres e seus homens foram forçados a abandonar as suas posições.
De volta ao reino, o monarca organizou uma contra-ofensiva para conter o avanço dos mouros, cujas forças combinadas derrotou na épica Batalha de Ourique (25 de Julho de 1139). Ao final desse mesmo ano, os muçulmanos, cientes de que o monarca Português havia encetado nova campanha contra o rei de Leão, na Galiza, atacaram e novamente conquistaram Leiria e seu castelo, cujos defensores, na ocasião, sofreram pesadas baixas, vindo seu alcaide, D. Paio Guterres a cair prisioneiro. De volta às mãos de D. Afonso Henriques (1142), o monarca outorgou Carta de Foral à povoação, determinando a reconstrução e reforço da estrutura do castelo, no qual fez erguer uma Capela sob invocação de Nossa Senhora da Pena (entre 1144 e 1147).
Depois de 2 vezes perdido e 2 vezes reconquistado, o castelo de Leiria pertenceria de forma permanente ao Condado Portucalense, ajudando na conquista de Santarém e Lisboa e, logo, na construção do país.
O seu sucessor, D. Sancho I (1185-1211), concedeu novo foral à vila (1195), determinando erguer-lhe uma cerca amuralhada[1]. O desenvolvimento da vila era tão expressivo à época, que a fez sede das Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III (1248-1279).

Castelo de Leiria: Portugal: ábside da Igreja de Santa Maria (esquerda) e Torre dos Sinos.
Outros monarcas dedicaram atenção a Leiria, destacando-se D. Dinis (1279-1325), que ali residiu por diversas ocasiões, vindo a doar, em Julho de 1300, à rainha Santa Isabel, a vila e o seu castelo, escolhidos para a criação de seu herdeiro, o príncipe D. Afonso (nesta altura os Paços localizavam-se no antigo seminário). É a D. Dinis que se atribui a adaptação do castelo à função de palácio, a reconstrução da capela de Nossa Senhora da Pena e o início da construção da poderosa Torre de Menagem (8 de Maio de 1324), poucos meses antes do seu falecimento. Esta torre foi concluída no reinado de seu sucessor, conforme inscrição epigráfica no seu exterior.
A vila desenvolveu-se de tal forma que foi lá que se deu as Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III, as primeiras cortes[1] onde foram chamados representantes da nobreza, clero e povo. Desde então o local foi muita vez escolhido para a realização de Cortes, a base sobre a qual se construiria o que hoje é o Parlamento.
Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), quando aqui se reuniram as Cortes de 1372, a vila encontrava-se em expansão até às margens do rio Lis.
Sob D. João I (1385-1433), que aqui celebrou, em 1401, o casamento de seu filho D. Afonso (futuro conde de Barcelos e duque de Bragança), iniciaram-se os trabalhos de edificação dos chamados Paços da Rainha ou Paços Novos, nos quais se destacam os vãos góticos e o espaço de suas salas e câmaras.D. Manuel I (1495-1521) concedeu Foral Novo a Leiria (1510), alçada, em 1545, à condição de cidade por D. João III (1521-1557).

 

História

Antecedentes

Não existem informações seguras acerca da primitiva ocupação humana do sítio do castelo, embora a região de Leiria seja rica em testemunhos arqueologicos pré-históricos e romanos. Apenas se sabe que antes da construção do mesmo poderá ter existido uma ermida e uma alcáçova no local. No entanto é do conhecimento que à época da Reconquista cristã da península Ibérica, a região constituía, no século XII, um ponto nevrálgico da defesa da fronteira sul do Condado Portucalense. Viria a tornar-se um próspero centro económico medieval, graças ao comércio de cereais e produtos alimentares (trigo, azeite, vinho, frutas), de madeiras (pinhal de Leiria), de minérios (ferro, carvão, sal-gema, calcário) e de produtos artesanais (lanifícios e tecelagens, couros, olarias, ferragens).

O castelo medieval


Castelo de Leiria, Portugal: Vista da cidadela de D. Dinis (sécs. XIII-XIV).
Ao consolidar o seu governo a partir de 1128, o jovem D. Afonso Henriques (1112-1185), planeou alargar os seus domínios, então limitados a norte pelo rio Minho a sudoeste pela serra da Estrela e a sul pelo rio Mondego. Para esse fim, a partir de 1130, invadiu por diversas vezes o território vizinho da Galiza a norte, ao mesmo tempo em que se mantinha atento à fronteira sul, constantemente atacada pelos muçulmanos.
Para defesa desta linde sul, estrategicamente fez erguer, de raiz, um novo castelo entre Coimbra e Santarém (1135), no alto de uma elevação rochosa, um pouco ao sul da confluência do rio Lis com o rio Lena, a cuja guarnição, sob o comando de D. Paio Guterres, foi confiada a defesa da nova fronteira que ali tentava firmar (cf. Brevis historia Gothorum). À povoação que também iniciava, e que passaria a designar o respectivo castelo, chamou de Leiria. Dois anos mais tarde, a povoação e o seu castelo foram assaltados pelo Califado Almóada, que se aproveitaram de uma investida das forças de D. Afonso Henriques à Galiza (1137). Após uma encarniçada resistência, Paio Guterres e seus homens foram forçados a abandonar as suas posições.
De volta ao reino, o monarca organizou uma contra-ofensiva para conter o avanço dos mouros, cujas forças combinadas derrotou na épica Batalha de Ourique (25 de Julho de 1139). Ao final desse mesmo ano, os muçulmanos, cientes de que o monarca Português havia encetado nova campanha contra o rei de Leão, na Galiza, atacaram e novamente conquistaram Leiria e seu castelo, cujos defensores, na ocasião, sofreram pesadas baixas, vindo seu alcaide, D. Paio Guterres a cair prisioneiro. De volta às mãos de D. Afonso Henriques (1142), o monarca outorgou Carta de Foral à povoação, determinando a reconstrução e reforço da estrutura do castelo, no qual fez erguer uma Capela sob invocação de Nossa Senhora da Pena (entre 1144 e 1147).
Depois de 2 vezes perdido e 2 vezes reconquistado, o castelo de Leiria pertenceria de forma permanente ao Condado Portucalense, ajudando na conquista de Santarém e Lisboa e, logo, na construção do país.
O seu sucessor, D. Sancho I (1185-1211), concedeu novo foral à vila (1195), determinando erguer-lhe uma cerca amuralhada[1]. O desenvolvimento da vila era tão expressivo à época, que a fez sede das Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III (1248-1279).

Castelo de Leiria: Portugal: ábside da Igreja de Santa Maria (esquerda) e Torre dos Sinos.
Outros monarcas dedicaram atenção a Leiria, destacando-se D. Dinis (1279-1325), que ali residiu por diversas ocasiões, vindo a doar, em Julho de 1300, à rainha Santa Isabel, a vila e o seu castelo, escolhidos para a criação de seu herdeiro, o príncipe D. Afonso (nesta altura os Paços localizavam-se no antigo seminário). É a D. Dinis que se atribui a adaptação do castelo à função de palácio, a reconstrução da capela de Nossa Senhora da Pena e o início da construção da poderosa Torre de Menagem (8 de Maio de 1324), poucos meses antes do seu falecimento. Esta torre foi concluída no reinado de seu sucessor, conforme inscrição epigráfica no seu exterior.
A vila desenvolveu-se de tal forma que foi lá que se deu as Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III, as primeiras cortes[1] onde foram chamados representantes da nobreza, clero e povo. Desde então o local foi muita vez escolhido para a realização de Cortes, a base sobre a qual se construiria o que hoje é o Parlamento.
Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), quando aqui se reuniram as Cortes de 1372, a vila encontrava-se em expansão até às margens do rio Lis.
Sob D. João I (1385-1433), que aqui celebrou, em 1401, o casamento de seu filho D. Afonso (futuro conde de Barcelos e duque de Bragança), iniciaram-se os trabalhos de edificação dos chamados Paços da Rainha ou Paços Novos, nos quais se destacam os vãos góticos e o espaço de suas salas e câmaras.D. Manuel I (1495-1521) concedeu Foral Novo a Leiria (1510), alçada, em 1545, à condição de cidade por D. João III (1521-1557).

Fonte:wikipedia

quarta-feira, 1 de março de 2017

Visite a Praia do Pedrogão !

                                   Visite Praia do Pedrogão___




       Praia do Pedrógão é um lugar pertencente à freguesia de Coimbrão, concelho de Leiria. É a única praia e estância balnear do concelho de Leiria. Fica a norte da Praia da Vieira (concelho da Marinha Grande), e consequentemente a norte do Pinhal de Leiria. Dá nome à Mata Nacional do Pedrógão, dentro da qual está inserida. Pedrogão é uma aldeia na freguesia de Coimbrão uma vila
Resultado de imagem para praia do pedrógão foto mais bonita
 portuguesa no concelho de Leiria.  
      

História

      
No mesmo local existiu uma vila chamada Parades, destruída aquando do terramoto de Lisboa de 1755. Em tempos existiu um bastião que servia para defender a costa portuguesa dos ataques de piratas que rondavam o local. Existiu também uma exsurgência de água doce, facto que deve ter promovido a visita e mesmo a fixação de marinheiros e pescadores que aportavam e descansavam no local para se abastecerem de água.
A praia do Pedrógão já foi foz do rio Lis, tendo este se deslocado ao longo do tempo para sul, por deposição de areias na margem direita, acabando por ver a sua foz ser fixada a norte da Praia da Vieira.
O povo deste lugar sempre se dedicou à agricultura e à pesca, pelo que hoje ainda persiste a prática da Arte Xávega, imagem de marca. Ao longo do tempo têm-se encontrado outros modos de subsistência, como a agricultura e o operariado industrial da Vieira de Leiria. Hoje vive sobretudo do turismo.
Pescadores na Praia de Pedrógão exercendo a "Arte xávega".
Ao longo da arriba da Praia do Pedrógão encontra-se uma sucessão de margas-calcárias do Jurássico, que possuem alguns fósseis.
Recentemente foram descobertos vários achados paleontológicos, nomeadamente fósseis marinhos nas rochas do substrato da praia. Também foram realizados vários achados arqueológicos, destacando-se uma pintura rupestre sobre uma rocha calcária de 54 por 37 por 19 cm, e que é o achado encontrado mais a litoral da península do género. Pelo desenho especula-se que seja uma forma antropomórfica simples. A rocha encontra-se ligeiramente meteorizada e estava escondida no afloramento rochoso do lado do Pedrógão Sul, estando agora em local reservado.
Pescaria obtida através da "Arte Xávega e  colocada na Praia de Pedrógão.
Além dapintura rupestre , em 2003 foram descobertos por acaso na praia do Pedrógão Norte uma jazida paleolítica de artefactos líticos, de há 90 000 a 30 000 anos, quando a maré baixa expôs o substrato rochoso que se encontra abaixo do areal.

Fonte: wikipedia


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Visite Leiria



                               _ _       VISITE Leiria           


Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa

Esse estádio foi palco de dois jogos da Eurocopa 2004. Atualmente, os 23.164 lugares quase nunca são ocupados pela torcida do time local, o União Desportiva de Leiria. Mesmo assim a equipe joga quase sempre o Campeonato Nacional Seniores, uma espécie de terceira divisão do campeonato português, nesse lindo estádio.
As cores vivas e a estrutura que mistura ferro, cimento e azulejo chamam muito a atenção. A vista que se tem dele a partir do castelo é muito bonita e mostra o contraste que se tem do novo e do velho na cidade.



                                                                     

                                                                  


Photo created by: Tomás Cruz
                                                     

Leiria cidade Bonita:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirzh1LOWAP5nMh_9fW8ODDU52Z0_2EhLht6qxXKdAPRaRHfY1xpdlFH9gZ9fD517VmgaH8ZlXvtWKXEy5IEK5mi4ZmpZ7jsg88iOtyJkwmJemeW4uHaS0JHdWam9A2t5h9smC2tAxzLA/s1600/homem+rindo.gif
            




 fonte: wikipedia





Leiria tem tantos lugares turísticos para visitar!

                             Leiria tem tantos lugares turísticos para visitar!

LAGOA DE ERVEDEIRA :

Tem uma extensão de 230 a 700 metros, com 2 km de margem, pelo que se situa na fronteira entre a mata do Urso e do Pedrógão, a norte do Pinhal de Leiria. Situa-se a 6 km da praia do Pedrógão, sendo uma lagoa de água doce rodeada de pinheiros bravos e mansos, eucaliptos, rosmaninho, alecrim, samouco… Podemos ainda observar caniços na lagoa, bem como uma grande diversidade de peixes, anfíbios, répteis, mamíferos, aves… Antigamente podiamos encontrar na lagoa ruivacos, carpas, salmões e sabogas, no entanto estes peixes foram desaparecendo. Segundo se consta, em meados do século passado, algum produto químico teria matado quase a totalidade dos peixes, que foram apodrecendo nas margens. No seu lugar foram então colocados achigãs, peixe carnívoro e carpas, que ainda hoje abundam na lagoa.
Os habitantes da Ervedeira, a 2 km da lagoa, utilizavam cestos, narsas e enchalavadas (utensílios feitos pelos homens do Pedrógão que serviam para a pesca) para pescar na Lagoa e iam vender, pelas portas, o peixe à xícara. Actualmente pratica-se pesca desportiva, e desportos náuticos como a canoagem.
É também utilizada como estância balnear, e está equipado com parque de merendas.
Hoje na lagoa podemos observar vários problemas, como a eutrofização da água e uma diminuição do nível da lagoa por acumulação de sedimentos, diminuição dos níveis de pluviosidade e a realização de vários furos para captar água ao seu redor.
MAIS INORMAÇOÕES: www.ervedeira.blogspot.pt

 

 Coimbrão;

 Coimbrão é uma freguesia portuguesa do concelho de Leiria[4], com 52,19 km² de área e 1 735 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 33,2 hab/km². As principais localidades desta freguesia são Coimbrão, Ervedeira e Pedrógão.

 

Origem do Nome

O historiador Luciano Justo Ramos, relativamente à origem do topónimo afirmou que "O Coimbrão tirou o seu nome de um antigo casal, cuja jurisdição, pertenceu, no passado remoto, à Sé de Coimbra e também ao Mosteiro de Santa Cruz, daquela cidade. É mesmo de concluir que, da dependência para com tal Sé ou Mosteiro, provenha o topónimo Coimbrão. Recorde-se, por exemplo, que o caminho para Coimbra tem, no foral de Leiria, de 1510, o nome de caminho Coimbrão".

História

É desconhecida a data em que as actuais terras desta freguesia começaram a ser habitadas, mas não será um erro supor que a ocupação humana tenha surgido com ligação ao campo do vale do Lis, outrora propriedade real até D. Afonso V e, depois pertença dos fidalgos até à criação da Casa do Infantado em 11 de agosto de 1654, pelo rei D. João IV, a favor do seu filho o infante D. Pedro, mais tarde D. Pedro II. O vale do Lis fazia parte da Casa do Infantado, cujos rendimentos se destinavam aos filhos reais não príncipes. Ao fundo da povoação, à entrada do campo, encontra-se, ainda hoje, o Marco do Infantado, escurecido pelos séculos e algumas vezes banhado pelas cheias, continua a manter a sua serenidade. Este pequeno marco quase esquecido, terá assinalado os limites de tal senhorio, contando mais de trezentos anos. Desfeita a Casa do Infantado, no século XIX, este conservou-se até aos nossos dias.
O povoamento do território que hoje pertence a esta freguesia, estava integrado no Souto da Carpalhosa. Para lá iam os mortos do Coimbrão e lá se faziam os casamentos e baptizados. Em 1589, Monte Redondo tornou-se independente do Souto pela mão do Bispo D. Pedro de Castilho, ficando os habitantes do Coimbrão sujeitos a essa freguesia vizinha, mas não tardou que o bairrismo do povo ocidental começasse a trabalhar para obter também a sua independência, que o bispo de Leiria D. Dinis de Mello lhe concedeu em 1636.
Nesse ano foi desanexada da freguesia de Monte Redondo, com São Miguel como padroeiro,[1] uma vez que havia nos "Coimbrões" um ermida erigida a este Santo. Cada freguês ficou de pagar, um alqueire de trigo, 25 reis e um quartão de vinho ao cura. As viúvas e solteiros que tinham a administração da sua fazenda, ficaram com o encargo de meio alqueire de trigo cada e 12 reis.
Registos paroquiais indicam que antes das invasões francesas, em Outubro de 1810, a população desta freguesia era de 1 593, sendo 543 depois da retirada das tropas francesas, em Junho de 1811.
Os primeiros habitantes deste território viviam sobretudo da agricultura, era o seu principal meio de subsistência nessa recuada época. Através dessa actividade económica obtinham as plantas e os animais que, muitas vezes, transaccionavam com povos de outras localidades. A terra era muito arenosa, pobre em húmus, mas muito rica em água, nos poços, nas fontes e no campo do Lis, devido à proximidade do rio. O Rei D. Dinis, mandou abrir valas e rios para que o enxugo dos terrenos pudesse tornar cultivável o solo. Sabemos que, o trigo era a cultura que mais abundava, assim como as hortaliças. Já em 1758, as produções agrícolas de São Miguel do Coimbrão eram principalmente milho e feijão. Ter-se-ia, desta forma, reduzido a cultura do trigo, dando mais importância ao cultivo do milho que veio da Europa na altura dos descobrimentos. Ainda hoje se podem ver enormes e verdejantes milheirais nos campos do Vale do Lis.
Todavia, durante alguns anos o milho foi suplantado por uma cultura nova: o arroz, devido à abundância de água. Introduzida pelos mouros, esta planta só em meados do século XIX, se desenvolveu no Concelho de Leiria e foi produção importante na freguesia do Coimbrão.
Muitas das alfaias agrícolas, como, o cabaço, a enxada ou sacho, a charrua, o arado, a grade foice, o forcado, o ancinho, a forquilha, a gadanha, o rodo e a tarara, utilizadas na produção destas culturas foram suplantadas por modernas técnicas agrícolas, embora algumas delas ainda continuem a ser utilizadas pelas famílias mais tradicionais nas pequenas propriedades.
No último quartel do século XX, foi introduzida pela primeira vez na freguesia a cultura do tabaco.
Quanto à industria, apenas há cerca de cem anos principiou com uma fábrica de curtumes. Por volta de 1904 surge uma rudimentar indústria de telha e tijolo. Durante alguns anos laborou uma fábrica de limas, cujo fabrico era praticamente todo manual, no entanto viria a sucumbir em 1929. Também a indústria dos transportes foi explorada no Coimbrão, no início do século XX, essa indústria resumia-se a uma camioneta que fazia ligação com Leiria, pela estrada de Monte Redondo ao Coimbrão, construída em 1831, transportava passageiros, e/ou fazia serviços de carga e fretes. Mas, numa terra onde abundavam os pinheiros, e devido à experiência adquirida por trabalhadores, que previamente emigraram para a Galiza, era de prever a instalação de serrações de madeira na zona. Actualmente são três as indústrias desta matéria prima no Coimbrão.
Segundo alguns testemunhos, as casa de habitação eram construídas com massa de cal e barro (embora já existisse o cimento este só era utilizado pelas famílias mais ricas) com o qual se fabricavam os adobes (feitos de barro que vinha dos barreiros da Salgueira e do Barreiro, moldados em formas de madeira), e madeira de pinho, muito abundante na zona. Devido à sua frágil construção muitas casas acabavam por desabar com facilidade. Mais tarde os adobos foram substituídos por tijolo. Sabemos que a primeira telefonia existente no Coimbrão, foi trazida pelo engenheiro Mário Leal, funcionava a bateria e ouvia-se com auscultadores, isto em 1922. Já em 1931 viria a ser instalada a luz eléctrica, que funcionava através de um motor gerador e acumuladores.
Com o passar dos anos as barraquinhas de madeira e as pequenas casas de alvenaria (construídas com tijolos de areão e cimento secos ao sol) deram lugar a prédios imensos que, segundo a população, descaracterizavam completamente uma das praias mais bonitas da região. No entanto estão a ser feitos esforços para que aquela praia continue a ser procurada pelas suas características terapêuticas e a ser um paraíso azul e ao mesmo tempo dourado.
Em 1866 a Junta da Paróquia solicitou ao Rei D. Luís a criação de uma escola para rapazes, embora anteriormente já houvesse na freguesia quem ensinasse a ler e a escrever, visto existirem documentos mais antigos escritos por pessoas daqui. Quanto ao ensino das raparigas, foi elaborada uma petição, dirigida ao Rei solicitando o dito ensino, alegando a ausência de outra escola até Leiria.

Rancho Folclórico

Fundado em 3 de Abril de 1960, o Rancho "Flores de Verde Pinho" do Coimbrão representa o folclore do norte do Concelho de Leiria (Alta Estremadura). É membro da Federação do Folclore Português, está inscrito no INATEL e é apoiado pela Junta de Freguesia do Coimbrão e Câmara Municipal de Leiria.
Sendo o rancho mais antigo do Concelho, obteve o 1.º Prémio de Traje no Festival da Feira Anual de Leiria e foi galardoado com a Medalha de Prata da Cidade pela sua dedicação ao serviço da cultura.
Tem participado em vários Festivais Nacionais e Internacionais por todo o pais e algumas vezes no estrangeiro, sendo o organizador do Festival Anual de Folclore do Oeste e de várias recolhas e exposições da cultura da Região.
Possui gravações em CD e cassete das suas músicas e cantares.
O seu logotipo simboliza as 3 principais actividades da época. A pesca representada pelo barco típico da Praia do Pedrógão, a agricultura onde se pode ver um carro de bois puxado por uma junta de vacas e a serragem de madeira com uma Serra Braçal puxada por dois homens um em cima do toro e outro por baixo

Gastronomia

São iguarias da região, as Morcelas do Coimbrão (de sangue e arroz). São confeccionadas sobretudo na altura da matança do porco, uma tradição que só algumas famílias mantêm. Muitos dos utensílios utilizados pelos nossos avós, ou nossos pais foram caindo em desuso, sendo substituídos por outros com efeito mais rápido e eficaz, o cebolão é exemplo disso, era uma arma esguia e aguçada para matar o porco, o chambaril ou o tabuleiro das tripas são outros utensílios que permanecem apenas na memória dos mais velhos. As morcelas têm como ingredientes o sangue e a gordura do porco, arroz e especiarias (cravo, cominhos e sal). Depois de preparada uma massa com estes ingredientes, enchem-se as tripas e vão a ferver num panelão com água. Depois de cozidas podem servir-se quentes, ou ser colocadas no fumeiro e mais tarde podem acompanhar um cozido à portuguesa. São igualmente deliciosas fritas às rodelas na famosa fritada, que é uma outra iguaria da região. Ainda na altura da matança, e aproveitando o resto do preparado das morcelas, eram feitos os Bolos de Morcela, juntado um pouco de canela, farinha e água a ferver, formando uma pasta para moldar e fazer pequenas bolas que iam a cozer na água das morcelas, havia quem pusesse açúcar nestes bolos. Mais tarde faziam-se os famosos torresmos, tão apreciados por todos.
A Broa de Milho é uma outra tradição que só os mais antigos mantêm viva. Para a sua confecção é necessário farinha de milho, água tépida e fermento e os utensílios: peneira, masseira, tendeira, pá de forno, um rodo para limpar e retirar a cinza do forno, o vasculho, era um pau com louros que servia também para limpar o forno e claro o forno, onde é cozida a broa.
As Migas e o Bacalhau com Molho de Toucinho são outras iguarias características desta freguesia, que ainda hoje podem ser apreciadas nos restaurantes da região.
Fazem parte da confeitaria da região, Arroz Doce, Broa Doce e Filhós, confeccionadas com abóbora menina.

Artesanato

Para não esquecer a manufactura do passado, permanece viva a arte de artesão, através de cestos de verga em vime, canos de lã, tecidos com quatro ou seis agulhas, que faziam parte do traje da mulher, e os abanadores de penas de gaivota, encontradas na praia. À excepção destes últimos que se confeccionam por encomenda, estes artefactos podem ser adquiridos nas festas, feiras e em casas da especialidade.
Por volta de 1930, estabeleceu-se na Ervedeira uma pequena oficina onde eram manufacturadas passadeiras para o chão, mantas e colchas, utilizando como matéria prima, fio de algodão e retalhos de diversos tecidos. Actualmente este tipo de artesanato não se faz, mas o tear ainda existe, e os trabalhos efectuados pelo artesão encontram-se espalhados por todo o país.


Desporto, Cultura e Lazer

Preocupada com o desenvolvimento integral do local, esta freguesia dota-se de alguns meios de diversão nocturna, sobretudo na Praia de Pedrogão, bares e discotecas e diurna, durante a época balnear podemos assistir aos desportos de praia, como o torneio de Andebol e o Voleibol de Praia, entre outros, nos recintos desportivos da Praia de Pedrogão.
Ao longo do tempo, as populações foram-se organizando em associações ou colectividades, perseguindo finalidades e objectivos bastante diversificados, sempre visando elevar a sua cultura e o seu bem-estar social. É exemplo disso, o Rancho Folclórico Flores do Verde Pinho que, desde 1960, ano da sua fundação, abraçou a importante missão de recuperar, preservar e divulgar a tradição etnográfica ancestral da região.

Património

  • Igreja Matriz S. Miguel das Areias, nave central com as imagens de São Miguel Arcanjo, São João Baptista, Nossa Senhora do Rosário, Santo António e Nossa Senhora de Fátima e na capela as imagens de São José e Santa Luzia - Coimbrão
  • Capela São Tiago, com as imagens de Nossa Senhora da Nazaré e S. Tiago - Ervedeira
  • Capela Nossa Senhora dos Aflitos e sua imagem - Pedrógão
  • Lagoa da Ervedeira, em pleno Pinhal do Rei, onde a pesca foi explorada. Podiam encontrar-se ruivacos, carpas e sabogas, no entanto estes peixes foram desaparecendo. Segundo se consta, em meados do século passado, algum produto químico teria morto quase a totalidade dos peixes, que foram apodrecendo nas margens, no seu lugar foram colocados achigans, peixe carnívoro e carpas, que ainda hoje abundam na Lagoa. Os habitantes da Ervedeira utilizando cestos, narsas e enchalavadas (utensílios feitos pelos homens do Pedrogão que serviam para a pesca) pescavam na Lagoa e iam vender, pelas portas, o peixe à xícara. Actualmente, lá pratica-se pesca desportiva e desporto à vela.
  • Praia de Pedrógão, a única do concelho. Em 1835, dois lavradores abastados do Coimbrão, decidiram montar uma campanha (grupo de pescadores) num extenso areal, iniciando a exploração industrial da sardinha. Não havia casas, nem ruas. Só pedras e dunas. Para movimentar o barco, procuraram 40 homens nas praias mais a Norte. Esses pescadores fixaram-se e fizeram as suas barracas de madeira muito rudimentares. Foram estes os primeiros habitantes do Pedrogão. Era uma gente pobre, um estatuto que poucas alterações sofreu ao longo de muitos anos. Os pescadores utilizavam uma das artes mais antigas de que se tem conhecimento, a xávega, com esbeltos barcos em forma de meia lua, estas embarcações eram a remos. Com o passar do tempo as campanhas sucediam-se, e no início do século, aquela praia passou a ser uma das maiores abastecedoras de peixe da região.

Eventos Culturais (Festas populares e religiosas)

  • Festa de S. António (Fevereiro) - Coimbrão
  • Festival Gastronómico do Coimbrão (Junho)
  • Festa de S. Tiago (Junho) – Ervedeira
  • Festival de Folclore “Flores de Verde Pinho” (Julho) – Coimbrão
  • Festa de Nossa Senhora dos Aflitos (Agosto) – Pedrógão
  • Festa de S. Miguel (Setembro) – Coimbrão
  • Festa de Nossa Senhora da Nazaré (Setembro) - Ervedeira

Turismo

Para melhor receber os visitantes e curiosos turistas, esta freguesia dispõe de várias casas particulares para arrendar, o Parque Municipal de Campismo da Praia de Pedrogão e a Colónia Balnear da Caritas.

Referências




  • «Paróquia de coimbrão». Arquivo Distrital de Leiria. Consultado em 27 de Abril de 2014

  • «Áreas das freguesias, municípios e distritos da CAOP2013». Separador Areas_Freguesias_CAOP2013. Direcção-Geral do Território. 2013. Cópia arquivada desde o original em 4 de Dezembro de 2013. Consultado em 1 de Abril de 2014

  • «População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano)». Informação no separador "Q601_Centro". Instituto Nacional de Estatística. Cópia arquivada desde o original em 4 de Dezembro de 2013. Consultado em 1 de Abril de 2014

  • «Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias)» (PDF). Diário da República eletrónico. Cópia arquivada desde o original (pdf) em 6 de Janeiro de 2014. Consultado em 1 de Abril de 2014


    1. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
     Coordenadas

    39° 53' 58" N 8° 53' 06" O
    País  Portugal
    Concelho LRA.png Leiria
    Fundação 1636[1]
    Administração
     - Tipo Junta de freguesia
     - Presidente Ventura José Rolo Tomaz (PS)
    Área [2]
     - Total 52,19 km²
    População (2011) [3]
     - Total 1 735
        • Densidade 33,2 hab./km²
    Código postal 2425-452
    Orago São Miguel[1]
    Sítio www.jfcoimbrao.pt
    Fonte:
    Wikipedia

    Foi uma das cidades escolhidas para fazer parte do Euro 2004, e graças a isso o seu estádio municipal sofreu uma grande remodelação, que ainda hoje está a ser paga pelo município e o endividou profundamente (pelo menos durante duas décadas)Com uma gastronomia variada e com tradições reconhecidas, o concelho é historicamente rico, como o testemunham o castelo da cidade e o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação. Leiria dispõe ainda, dentro do município, das Termas de Monte Real, de praias como a do Pedrógão, da Lagoa da Ervideira e da mata municipal de Marrazes. Ficam relativamente perto as históricas cidades de Ourém, Fátima, Pombal e Coimbra bem como a estância balnear da Figueira da Foz, uma das principais da região. Outros centros urbanos como o Entroncamento, Tomar, Torres Novas e Rio Maior, já no Ribatejo, estão bastante próximos. Os portos da Figueira da Foz e de Peniche distam cerca de 50 km e 80 km, respectivamente.

    Leiria é uma cidade portuguesa, capital do distrito de Leiria, situada na região Centro e sub-região do Pinhal Litoral, com cerca de 60 000 habitantes no seu perímetro urbano.[2]
    É sede de um município com 565,09 km² de área[3] e 126 897 habitantes (2011)[4][5] subdividido em 18 freguesias[6], o que faz dele o segundo concelho mais populoso das Beiras, só superado por Coimbra. É limitado a norte/nordeste pelo concelho de Pombal, a leste pelo de Ourém, a sul pelos municípios de Batalha e Porto de Mós, a sudoeste pelo de Alcobaça, a oeste pelo concelho da Marinha Grande e a noroeste pelo Oceano Atlântico.
    Leiria é o principal centro urbano da unidade estatística Pinhal Litoral e da comunidade urbana de Leiria, assim como um importante centro de comércio, serviços e indústria.
    O município tem uma faixa costeira a ocidente, que a liga ao Oceano Atlântico. O feriado municipal é a 22 de maio e celebra a criação da diocese de Leiria, em 1545.[7] A sua elevação a cidade ocorreu no dia 13 de Junho do mesmo ano.[8]
    A cidade é banhada pelos rios Lis e o seu afluente, o Lena, sendo o castelo de Leiria o seu monumento mais notável.
    O concelho recebeu o primeiro foral de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, em 1142[9], sob o nome de Leirena.

    fonte : Wikipedia